MC MENOR OUSADO – VAI ROLAR ( VÍDEO CLIPE OFICIAL ) – VAI ROLAR BRASIL HEXACAMPEÃO, MC MENOR OUSADO, POESIA E PROSA À MUSA COQUEIRAL

VAI ROLAR BRASIL HEXACAMPEÃO, MC MENOR OUSADO, POESIA E PROSA À MUSA COQUEIRAL

Hoje, quinta-feira, doze de junho do ano de dois mil e catorze do calendário vitoriano, a partir das 17h, na Praça Coqueiral, Mangabeira, João Pessoa-PB, “Vai Rolar” Brasil Hexacampeão, Mc Menor Ousado, poesia e prosa à Musa Coqueiral.

Posto que, também, na terça-feira, 10-6-2014, às 12h.10min., a Musa Coqueiral voltava da escola com seu anjo da guarda na terra, seu irmão, o Cavaleiro da Távola Redonda, Rei Artur, o Mc Menor Ousado, e vinham de braços dados, tão harmoniosos como se fossem o Irmão Sol, São Francisco de Assis, e a Irmã Lua, Santa Clara. Ambos vinham tão lindos de braços dados que me lembraram, essa mesma cena, outrora igual à Mãe e o Pai deles quem assim ficavam também de braços dados feitos dois pombinhos à porta de casa em noites de luar.

E como ficavam também lindos de se admirar que até me dava muito gosto de lhes ver. Daí que organizei esses versos dedicados à Musa Coqueiral, parabenizando também pelo seu vídeo clipe oficial “Vai Rolar”, a saber:

POEMA À MUSA COQUEIRAL

I
Se o luar prata de seus olhos penetrasse
O castanho romântico de minhas retinas
Veria em meu pulso o verde-esperança dá-se
À coragem Musa Coqueiral em serpentinas.

Se a lua em carnaval de seus olhos amasse
O castanho-flor mais felino do eu traquinas
Veria meu coração leão das colombinas
Beijar seu rosto lindo quando eu o tocasse.

Por isso caí logo em carnaval cúmplice
De minha própria traição tão amorosa,
Pois pensei denunciar um dia o seu olhar,

Rápido como um raio de feitiço tríplice,
Cerrando as portas da saudade duma Rosa,
Que se fez Musa Coqueiral só pra eu amar.

II
Hoje ela passou tão depressa que queria
Chegar ontem. Tudo isto pra fugir de mim.
Como é duro este desprezo feito agonia,
Que me deixa como as flores mortas sem jardim.

Como um foguete americano, parecia
Tão veloz que se perdia em balas de festim.
Dando em troca de nada a vida em harmonia,
Que se perdia pelas manchetes do pasquim.

Bom. Eis seu recurso pra recusar alguém.
Mas, atualmente é impossível se mentir,
Mesmo, tão prodigiosamente não convém.

A verdade que sentimos, isto não mantém,
Por muito tempo, uma emoção, que só quer ferir
Com tanta certeza, que não volta mais quem vem.

III
Deixe eu olhar pro silêncio de seu rosto!
Deixe eu molhar com o orvalho de sua boca,
Meu pensamento em ti, que foi imposto
Por tua grande e formosa beleza moça!

Deixe eu mergulhar no profundo de seu Ser,
Sentir no véu translúcido de sua alma,
Minha vontade incontrolável de viver
Mergulhando na imensidão de sua calma!

Habitar na transcendência do seu sonho;
É outro sonho que quero concretizar;
Conjugando eternamente seu verbo amar!

Penetrar no seu âmago me proponho,
Rebuscando novos amores num sonhar,
Que simboliza a liberdade em lhe voar!

IV
Você parece um poema, que emociona
Logo de primeira ao ser lido, no alvorecer
Das verdes lindas manhãs, que me impressiona
Com as páginas do seu rosto a me entorpecer.

Ao ver-lhe um coração parado funciona
E grita aos quatro cantos do mundo o que fazer,
Com tão radiante beleza, que aprisiona
Seu dono amordaçado, carente de prazer.

Faz-me tão mais forte em sua companhia,
Capaz dum batalhão vencer atrás de glória,
Que não me atrevo deixar de lhe ver um só dia!

Se eu fosse um bom pintor, aos poucos pintaria
Esse seu meigo rosto na minha memória,
Pra nunca esquecer sua estupenda harmonia!

V
Não se diz com palavras um grande amor,
Mas, concretamente com sentimentos.
É amando que se nega os momentos
Duma falsa imaginação sem pudor.

Combate terrível, tremendo furor,
Que não há regras nem impedimento.
Pra escapar desse horrível tormento
É preciso ser o mais hábil ator.

Deixar a saudade bater às portas,
Não tornar mais difícil a harmonia,
Escrevendo certo por linhas tortas.

Ressuscitar todo dia as leis mortas,
Sem perder um momento a sintonia,
Irrigando os amores dessas hortas!

VI
Um rosto puro de criança que você tem,
Ao escapar seu olhar em nossa direção.
Na verdade igual a ele não há mais ninguém.
Oh! Bendita Musa dai-me seu coração.

Assunto esse explorado que eu desenvolvo,
Parece um disco com falhas, sempre a repetir,
Deixando-me cheio de dedos como um polvo,
Na música-vida que cansaram de ouvir.

Pra que tanta evolução, se o fingimento
É quem nos comandará em todo momento.
Assim, prefiro ser velho pra sempre lhe amar.

Prefiro voltar nesses longos tempos idos,
A trilhar num futuro de desconhecidos,
Que jamais saberei se poderei lhe encontrar.

VII
A maior prova da saudade é a certeza
Da necessidade dum novo reencontro.
Como o destino é um belo desencontro,
Nos impedirá de ter sempre essa firmeza.

Por isso lhe evitar ao máximo possível
Não é desprezar-lhe. É amar-lhe mais e mais
Na sua ausência, prova maior sem fiscais,
Pois lhe perder estando consigo é horrível.

É estranho esse amor sem aproximação.
E não se sabe se é ódio ou paixão,
Pois, amo com a paixão do ódio ou odeio

Com a paixão do amor. – isto é tão forte,
Que coisa alguma é igual ao seu porte.
Oh! Deus, não me enlouqueça nesse rodeio.

VIII
Toda natureza pára pra admirar
Seu corpo, que passeia num cenário torto,
Radiando amor e dando vida ao morto,
Que queria ser o dono desse meigo olhar.

Serei sua vítima a qualquer momento,
Se quereis fazer-me mais um pequeno favor.
Menina! Consola-me da inefável dor,
Porque já não suporto tamanho tormento!

Veja! O sofrimento vai além do grito,
Quando fazemos reviver um grande mito,
Que nos vem tirar todos direitos de viver.

Não sei se sempre fui bom com o bom vizinho,
Nem se honrei pai e mãe com muito carinho,
Só sei que tudo é pouco pra lhe merecer.

IX
Ingênua! És irmã da inocência,
Vês! Que todo homem é por natureza mal;
Antes fosse ele tão sem competência,
Pois lhe preservaria toda com a moral.

Essa humanidade é tão ignorante
Que nem ao menos pensou lhe conservar.
Abrindo tão depressa as portas ao retirante
Dos campos de combate que lhe foram provar.

Por ordens comandadas na luta sangrenta
Da destruição estúpida, violenta,
Daquelas tão trevosas em noites de quintais.

Que não saia tão cedo de nossa cabeça,
Todo homem poderoso que lhe ofereça
Nocaute levado à paz em distintos locais.

X
Dia três do mês de junho. Noto mudança.
Ela corta o cabelo quase curto
E estava bem mais rápida que um vulto.
Isso me deixou estranho e sem esperança.

Matutei… Matutei… Matutei… e matutei,
Mas não consegui achar nada que provasse
Que eu existisse pra alguém que me achasse
Naqueles tormentos das aflições que rolei.

Desespero oculto que tinha conformação:
Dum choro sem lágrimas, dum grito abafado,
Duma viagem com regresso ao seu lado.

Mas aí houve momentos de pura emoção,
Era como criança, que brincava nua,
Pulando eufórica no meio da rua!

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About fucirla

Fundação semiótica idealista à procura do paraíso perdido da pesquisa científica por obra e graça da corrupção do Governo FHC/PSDB que tomou conta do país, açambarcando-o do Oiapoque ao Chuí, e causando estragos irreversíveis à ciência.
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